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Publicação do Livro

O que é doce nunca amargou - Cadernos de Poesia (2022 - 2024)

Cresci em Idanha-a-Nova, terra que vim a abandonar na adolescência. Crescer lá foi difícil. Não vale a pena romantizar. Mas tive a sorte de crescer nos braços do meu avô Mário, que sempre me quis bem e deu os melhores conselhos.
Durante as nossas longas conversas, ele utiliza muitas vezes a expressão "o que é doce nunca amargou".
No início, não entendia bem aquilo que significava.
Se formos procurar, lemos que significa que algo bom ou agradável, nunca vai ser motivo de arrependimento ou deceção.
É também uma maneira de dizer que o que é bom, mesmo que dure pouco, vai sempre ser valorizado como uma boa lembrança.
Para mim é uma forma de pensar que se olharmos para a vida com esperança e acreditarmos que há coisas boas, conseguimos seguir um caminho de maior tranquilidade e paz.
É uma pequena recordação que guardo dele e de ter crescido em Idanha-a-Nova. Onde inicialmente, voltar era sinónimo de doçura, mas há medida que os anos passam, se torna mais difícil.

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